Em um acontecimento inédito, o Senado Federal negou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), gerando um choque político e um revés para o governo do presidente Lula. Com 42 votos contra e 34 a favor, Messias não conseguiu a maioria necessária para aprovação, marcando a primeira vez em 134 anos que uma indicação presidencial ao STF é rejeitada.
A votação revelou uma forte resistência política, com atuação da oposição, liderada pelo senador Flávio Bolsonaro, e dificuldades na articulação do governo. Além disso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também não atuou para facilitar a aprovação. A indicação enfrentou obstáculos desde o início, com Alcolumbre defendendo a possibilidade de indicar o senador Rodrigo Pacheco para a vaga.
A rejeição obriga o governo a repensar sua estratégia para preencher a vaga deixada pelo ministro Luis Roberto Barroso. Nas indicações anteriores de Lula ao STF, Flávio Dino e Cristiano Zanin foram aprovados com maior margem. Durante a sabatina, Messias defendeu mudanças no Supremo e posicionou-se contra o aborto, temas que podem ter influenciado a decisão dos senadores.
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