Na noite desta terça-feira (12), os metroviários aprovaram a proposta do metrô, com 1500 votos favoráveis, cancelando a greve. Outras 1294 pessoas votaram contra, e 146 se abstiveram. Apesar da decisão, a categoria manterá a luta contra a privatização do metrô. A votação ocorreu em assembleia devido a impasses nas negociações com a direção da empresa e o governo estadual. A principal razão para a busca pela paralisação, segundo os funcionários, é a defasagem no quadro de pessoal, com o número de funcionários tendo diminuído pela metade em dez anos. Atualmente, a rede opera com 5.663 empregados em diversas áreas. Os profissionais cobram a abertura de concursos públicos, que não ocorrem há mais de uma década. A pauta de reivindicações também inclui regras de remuneração e benefícios, como a suspensão de alterações no plano de saúde, igualdade salarial e diálogo sobre o pagamento da Participação nos Resultados. A redução de trabalhadores sobrecarrega a equipe atual e afeta a saúde dos profissionais, embora o sistema mantenha altos índices de aprovação entre os usuários. O sindicato cita dados da pesquisa de satisfação dos passageiros de 2025, divulgados pelo Fantástico, da TV Globo, nos quais 76,3% avaliaram o serviço metroviário como bom ou muito bom.