A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que responde por cerca de 40% da produção mundial de petróleo, está prestes a sentir o impacto da saída dos Emirados Árabes Unidos. A entidade, criada em 1960 no Iraque, reúne grandes produtores globais com o objetivo de estabelecer uma política comum sobre produção e venda de petróleo. Os Emirados, membros desde 1967, fazem parte da organização junto com Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Venezuela, Líbia, Argélia, Nigéria, Gabão, Guiné Equatorial e Congo. O grupo OPEP+ inclui países sem direito a voto, como Rússia, México, Cazaquistão, Bahrein, Brunei, Malásia, Azerbaijão, Sudão e Sudão do Sul. As decisões da OPEP impactam os preços globais do petróleo, e o grupo se reúne periodicamente para avaliar a oferta e demanda, podendo adotar cortes voluntários na produção. No início de abril, a OPEP decidiu aumentar a produção para enfrentar problemas de fornecimento devido à guerra no Oriente Médio, decidindo aumentar o fornecimento em 206 mil barris por dia para maio. A saída dos Emirados Árabes Unidos reduz a influência política da OPEP, afetando sua capacidade de influenciar os preços no mercado global. Produtores do Golfo Pérsico enfrentam dificuldades de escoamento devido ao bloqueio do Estreito de Hormuz, rota por onde passa 20% do fornecimento mundial de petróleo, que se tornou um ponto de tensão entre Irã e Omã após o conflito entre Estados Unidos e Irã.
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Economia
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