O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou uma audiência pública para debater a capacidade de fiscalização e a eficiência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A audiência foi convocada pelo ministro Flávio Dino e contou com a participação do presidente da Corte, Edson Fachin. A audiência ocorreu em meio a críticas sobre a atuação da CVM no caso de fraudes do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Dino mencionou a falta de recursos e o déficit de pessoal como fatores que prejudicam a capacidade do órgão no combate a crimes financeiros. João Accioly, presidente interino da CVM, discursou no evento, promovendo uma reestruturação. Accioly afirmou que a CVM já havia detectado movimentações atípicas do Master desde 2022, mas o baixo orçamento atrasou a apuração das fraudes. Ele também disse que a CVM só fiscaliza grandes fundos de investimento quando recebe denúncias. A audiência pública faz parte da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7791, na qual o Partido Novo questiona a forma de cálculo da taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários. Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, Ricardo Andrade Saadi, presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), e Daniel Valadão de Sousa Corgozinho, superintendente da CVM, também participaram.