O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que o Atlético-MG deve pagar adicional noturno ao ex-jogador Richarlyson por partidas realizadas após as 22h. A decisão, unânime, estabelece que o trabalho noturno não é uma peculiaridade dos contratos esportivos, devendo seguir a legislação trabalhista. Na ação de 2016, Richarlyson argumentou que jogos que começavam no fim da noite se estendiam, configurando horas de trabalho noturno. O Atlético-MG, por sua vez, alegou que a Lei Pelé não previa tal adicional. O relator, ministro Amaury Rodrigues, reconheceu as características próprias do futebol, mas ressaltou que o trabalho noturno não é uma delas. A lei específica não menciona o adicional noturno, aplicando-se, portanto, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Richarlyson, hoje comentarista do Grupo Globo, jogou no Atlético de 2011 a 2014.
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