O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu na Câmara dos Deputados a redução da jornada de trabalho como forma de diminuir as desigualdades no país. Ele observou que a jornada 6x1, com seis dias de trabalho e um de descanso, é cada vez menos comum, mas ainda atinge trabalhadores com menor renda e escolaridade, majoritariamente negros. Durigan participou de um debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, que visa acabar com a jornada 6x1. Felipe Vella Pateo, do Ipea, apontou desvantagens para quem trabalha 44 horas semanais, com baixa escolaridade e alta rotatividade. A renda média mensal para quem trabalha 44 horas semanais é de R$ 2,6 mil, enquanto para quem trabalha 40 horas, é de R$ 6 mil. A redução da jornada pode aumentar o custo da hora trabalhada, com impactos variados nos setores. Fábio Pina, economista, alertou para o possível aumento dos custos empresariais e seus efeitos no desemprego e na informalidade. José Dari Krein, professor da Unicamp, citou exemplos internacionais de aumento da produtividade com a redução da jornada. O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) destacou a importância da reforma tributária e da inteligência artificial para aumentar a produtividade. Dimas Gadelha (PT-RJ) apontou o aumento dos gastos da Previdência com auxílio-doença e acidentes de trabalho, destacando o crescimento dos custos em relação ao PIB.
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