O encontro entre Xi Jinping e Donald Trump em Pequim revela uma tentativa de gerir a rivalidade que afeta a economia mundial, a segurança internacional e a margem de manobra dos países europeus. A Europa precisa repensar sua posição, pois tem sido mais um espaço de adaptação do que de iniciativa. Portugal deve agir com realismo, aproveitando sua posição atlântica, rede portuária e ligação histórica entre Europa, África e espaço transatlântico. O país pode ser uma plataforma logística, diplomática e econômica entre a Europa e o Atlântico, mantendo relações com a China, os Estados Unidos, África e a América Latina. Uma política externa orientada pelo interesse nacional e europeu é essencial, como demonstrado pelos desafios em torno do 5G.