O Supremo Tribunal Federal, como guardião da Constituição e árbitro de conflitos institucionais, enfrenta uma delicada posição de equilíbrio. A crítica ao 'jacobinismo de toga' ganha força, com a atuação da Corte sendo comparada ao radicalismo da Revolução Francesa. A expressão sugere que o STF age com uma missão quase redentora, correndo o risco de comprometer valores democráticos como a liberdade de expressão e a separação de poderes. O caso envolvendo o governador Romeu Zema ilustra esse desvio, com o Supremo encaminhando uma notícia-crime por um vídeo satírico. A sátira, essencial em democracias, é agora alvo de instrumentos penais, gerando preocupação. A atuação do STF em relação a parlamentares reforça a percepção de que a Corte avança sobre direitos assegurados pela Constituição.