O Santo Graal, o cálice associado à Última Ceia, é um objeto que transcende a história, habitando a fé, a literatura e o desejo humano. Reis, monges e aventureiros buscaram o Graal por séculos, mas nenhuma descoberta foi definitiva. A Bíblia não detalha o destino do cálice, abrindo espaço para a imaginação medieval. Lendas atribuem o Graal a José de Arimateia. O mito se adaptou às épocas, ganhando forma na literatura medieval, com Chrétien de Troyes e Robert de Boron. O Graal se tornou metáfora da pureza, com ordens religiosas associadas à sua guarda, como os Templários. Diversas relíquias foram reivindicadas como o Graal autêntico, como o Santo Cálice de Valência. No século XIX, o romantismo europeu renovou o mito, com Wagner e o cinema reinventando-o. O Santo Graal representa a busca humana pelo absoluto, pela verdade, um mito que sobrevive porque nunca pertenceu totalmente à prova.