O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) iniciou a análise de uma lei controversa que proíbe mulheres transexuais de utilizarem banheiros femininos em locais públicos e privados de Campo Grande. O objetivo é investigar quais ações podem ser tomadas em resposta a essa nova legislação. A análise foi motivada por dois pedidos relativos à possível inconstitucionalidade da norma e à responsabilização dos envolvidos, ambos apresentados por uma advogada trans. Conforme informações do MPMS, o caso está sob a responsabilidade da Procuradoria-Geral Adjunta de Justiça Legislativa, que monitora a validade das leis. A investigação administrativa prossegue para determinar quais medidas poderão ser implementadas. A proposta foi trazida ao conhecimento do MPMS em 28 de março, através de um ofício da Ouvidoria. Neste documento, a advogada solicita a avaliação da constitucionalidade do projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal de Campo Grande, que institui a política municipal de proteção à mulher, proposta pelo vereador André Salineiro (PL). Nesse momento, a análise do MPMS não ocorreu pois a lei ainda não havia sido sancionada. Na representação, a advogada argumenta que o projeto infringe a Constituição Federal, decisões do Supremo Tribunal Federal sobre identidade de gênero, a Convenção Interamericana contra Discriminação, além da jurisprudência do STF que proíbe discriminação com base na identidade de gênero. Ela também considera
Ministério Público investiga lei polêmica que restringe banheiros para mulheres trans em Campo Grande
A nova legislação em Campo Grande, que veta o uso de banheiros femininos por mulheres transexuais, está sob análise do MPMS após pedidos de inconstitucionalidade. Entenda os desdobramentos dessa controvérsia.
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