Produtos esportivos falsificados já representam 34% do mercado brasileiro, segundo Renato Jardim, diretor-executivo da Associação pela Indústria e Comércio Esportivo (Ápice), que participou de audiência pública na Câmara dos Deputados na terça-feira (28). No ano passado, 225 milhões de peças pirateadas foram comercializadas no Brasil, causando um prejuízo de R$ 32 bilhões ao comércio legal. A pirataria de roupas e calçados esportivos também causa perdas para o governo e a sociedade. O poder público deixou de arrecadar R$ 7 bilhões em impostos somente em 2025, e 60 mil empregos formais deixaram de ser criados. Renato Jardim afirmou que a venda de produtos falsificados se intensificou com o comércio pela internet. O diretor-executivo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil, Edmundo Lima, afirmou que o segmento de moda é um dos mais afetados pela pirataria e pela desigualdade na concorrência com as plataformas de comércio internacional. O deputado Julio Lopes sugeriu que os participantes do debate monitorem o comércio ilegal de suas marcas. Representantes de plataformas de comércio online se defenderam das acusações, afirmando que tomam medidas para combater o comércio ilegal.