A Polícia Federal solicitou, em 23 de maio, a prisão preventiva dos MCs Ryan SP e Poze do Rodo, de Raphael Sousa Oliveira (criador da página virtual Choquei), e de outros investigados em um esquema de lavagem de dinheiro que envolveria bilhões de reais. A ação da PF revelou uma organização criminosa suspeita de lavar mais de R$ 1,6 bilhão, com atividades que incluem apostas ilegais, tráfico internacional de drogas e outros delitos. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitou um pedido de habeas corpus da defesa de Ryan, determinando sua soltura, mas a PF argumentou que a gravidade do caso justificava a prisão preventiva para impedir que os suspeitos retomassem atividades criminosas ou interferissem nas investigações. O advogado de Ryan, Felipe Cassimiro, afirmou que a decisão da PF foi extemporânea. A investigação teve início após a análise de arquivos do iCloud do contador Rodrigo de Paula Morgado, que revelou a estrutura da organização criminosa. A PF cumpriu 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em vários estados e no Distrito Federal. Os dados indicam que a organização movimentava dinheiro por meio de bets ilegais, rifas clandestinas, tráfico de drogas, empresas de fachada, laranjas, criptomoedas e remessas para o exterior. Os influenciadores Raphael Sousa Oliveira e Chrys Dias também foram presos.