Diversas entidades da sociedade civil, dedicadas à defesa dos direitos de migrantes e refugiados, lançaram um manifesto público em apoio a uma família egípcia retida há 18 dias na área restrita do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A família é composta pelo pai, dois filhos pequenos e a mãe, que está grávida do terceiro filho e possui diabetes gestacional. A gravidez está na 34ª semana, e a mãe relatou ter parado de sentir os movimentos do bebê. Segundo o pai, Abdallah, a família não recebeu atendimento médico. A família já acionou a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Abdallah informou que, apesar de possuírem vistos válidos, não foram autorizados a entrar no Brasil. No vídeo enviado, ele expressou sua angústia e a gravidade da situação para a saúde e o bem-estar da família. O manifesto, assinado por diversas organizações e pelo deputado estadual Eduardo Suplicy (PT), descreve o caso como de “extrema gravidade” e ressalta o risco para a mãe e o bebê. As entidades alertam que a retenção da família sem solução e sem assistência médica pode violar direitos humanos, especialmente o direito à saúde e à dignidade.
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