A família do egípcio Abdallah Montaser está retida na área restrita do Aeroporto de Guarulhos há 16 dias, aguardando resposta sobre pedido de visto humanitário. A esposa, grávida de 34 semanas, precisou ser levada ao Hospital São Luiz de Guarulhos com infecção urinária e presença de sangue na urina. A família foi impedida de entrar no Brasil e está sob cuidados da companhia aérea, que custeia a estadia, exceto a de Montaser. Montaser, que viajava da Arábia Saudita, deixou o Egito em 2015 após ser condenado por participar de protestos. Ele teve a entrada negada com visto de turista. O advogado da família, William Fernandes, afirma que Montaser foi considerado perigoso com base em portaria do Ministério da Justiça. A família nega qualquer vínculo criminoso e teme deportação para o Egito. A Polícia Federal e o aeroporto de Guarulhos não responderam até a publicação.
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