Cabo Verde precisa de uma agenda econômica estruturada para o próximo ciclo político, focada em dados e reformas concretas, transformando o diálogo entre o Estado e o setor privado. Em um país vulnerável como Cabo Verde, as eleições definem governos, mas não solucionam problemas estruturais. O cenário global de incerteza e reconfiguração de investimentos internacionais, somado aos desafios internos, exigem atenção. O foco do setor privado deve ser nas ações futuras do governo. O período entre o anúncio dos resultados eleitorais e os primeiros meses de governo é crucial para transformar programas em prioridades e definir interlocutores influentes. O próximo governo herdará desafios como a conectividade interilhas, dependência externa, economia informal, regulação inconsistente, descentralização lenta e emigração de talentos. Uma agenda econômica bem definida é essencial para o desenvolvimento de Cabo Verde.