A história do desaparecimento de Marco Aurélio Simon começou muito antes da fatídica expedição de 8 de junho de 1985. Marco Aurélio e seu irmão gêmeo, Marco Antônio, nasceram prematuros, enfrentando desafios de saúde desde cedo. Para fortalecer a saúde e o espírito dos filhos, seus pais os inscreveram no Grupo Escoteiro Olivetano de São Paulo. A expedição ao Pico dos Marins representaria o ápice dessa jornada, onde Marco Aurélio receberia o título de Escoteiro Sênior. O grupo que iniciou a subida era liderado por Juan Bernabeu Céspedes, acompanhado por Marco Aurélio e outros adolescentes. A navegação imprecisa de Juan e um joelho machucado mudaram o curso da expedição. Marco Aurélio foi enviado sozinho para buscar ajuda, uma decisão que selaria seu destino. A megaoperação de buscas envolveu militares, bombeiros e voluntários, mas sem sucesso. Relatos de luzes e apitos alimentaram teorias sobre o sobrenatural. Juan Bernabeu se tornou o principal suspeito, mas o que aconteceu com Marco Aurélio permanece um mistério. Escavações encontraram vestígios, mas sem ligação com o escoteiro. Osvaldo, que machucou o joelho, descreveu o desaparecimento como uma "fatalidade".