Cristiano Vicente, especialista em inovação e segurança cibernética, alerta sobre os perigos dos deepfakes, que podem agravar crimes digitais. A decisão da UE de banir ferramentas de IA que criam deepfakes sem consentimento é um marco regulatório importante, mas a eficácia depende da cooperação internacional. Vicente explica que a tecnologia explora vulnerabilidades existentes, com mulheres sendo as principais vítimas. O Brasil possui instrumentos jurídicos, mas a resposta é lenta em comparação com a velocidade da IA. A principal lacuna é a falta de normas claras para plataformas e remoção de conteúdo. Ao identificar uma imagem falsa, é crucial preservar evidências, denunciar e buscar apoio. Vicente aponta sinais de manipulação, como erros anatômicos e inconsistências. A tendência é de agravamento, com a IA reduzindo tempo e barreiras para criar conteúdos falsos, ampliando golpes e assédio. A corrida entre abuso e proteção está longe de terminar.