A colheita da safra brasileira de café 2026/27 está em ritmo lento, especialmente no café conilon. A comercialização da nova safra também está travada, refletindo a cautela dos produtores diante da volatilidade do mercado e das diferenças de preços. Até 13 de maio, apenas 6% da safra 2026/27 havia sido colhida no Brasil, abaixo dos 7% do ano anterior e da média dos últimos cinco anos, de 9%. O atraso é maior no café canéfora (conilon e robusta), com apenas 8% da produção colhida, contra 11% no ano anterior e média histórica de 15%. No café arábica, a colheita atingiu 4% da produção, abaixo da média. A comercialização da safra 2026/27 também está abaixo da média histórica, com apenas 16% do potencial produtivo de conilon/robusta negociado antecipadamente. As vendas de arábica também estão lentas. A safra 2025/26 também apresenta vendas mais lentas, com cerca de 86% da produção comercializada, abaixo dos 96% do ano anterior e da média de 94%. A instabilidade financeira e a volatilidade das bolsas internacionais têm limitado o fluxo comercial, segundo Gil Barabach.