O mercado internacional da soja enfrenta pressão após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgar projeções abaixo do esperado para a safra americana de 2026/27. O encontro entre Donald Trump e Xi Jinping não resultou em avanços nas compras chinesas de soja dos EUA. Brasil e Argentina, por outro lado, revisaram suas estimativas de produção para cima, indicando uma possível oferta sul-americana maior. O relatório de maio do USDA estimou a produção de soja dos EUA em 4,435 bilhões de bushels (120,7 milhões de toneladas), abaixo das expectativas do mercado. Os estoques finais também foram projetados em 310 milhões de bushels (8,44 milhões de toneladas), menores do que o previsto. O USDA também reportou dados sobre esmagamento e exportações. Em nível global, o USDA estimou a safra de soja em 441,54 milhões de toneladas, com estoques finais em 124,78 milhões de toneladas, também abaixo das expectativas. Para a temporada 2025/26, os estoques globais ficaram menores do que o esperado. O Brasil, com uma estimativa de 186 milhões de toneladas para 2026/27, e a Argentina, com uma projeção revisada para 50 milhões de toneladas, devem impulsionar a oferta. A ausência de acordos concretos na reunião entre Trump e Xi Jinping, em Pequim, gerou reações negativas no mercado, com queda nos preços da soja. Apesar das declarações de Trump sobre compras chinesas, não houve detalhes sobre cronogramas ou contratos.