O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta quinta-feira 23, novas regras para tornar o sistema financeiro mais seguro. As medidas afetam o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que protege investidores, e a gestão do dinheiro pelos bancos, em resposta a problemas recentes no setor. As mudanças visam evitar riscos excessivos e garantir recursos para honrar compromissos, mesmo em crises. As mudanças ocorrem após o colapso do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em 2025. O banco atraía investidores com rendimentos altos, apoiado na garantia do FGC. A principal mudança é a criação do Ativo de Referência (AR), que mede a qualidade dos ativos dos bancos. Se um banco captar muito dinheiro com produtos do FGC, mas tiver ativos de baixa qualidade, será obrigado a aplicar parte desses recursos em títulos públicos. O objetivo é evitar o "risco moral", onde instituições assumem mais riscos por saberem da proteção do FGC. Além disso, o CMN endureceu as regras de liquidez, medindo a capacidade dos bancos de pagar dívidas no curto prazo.