Quatro brasileiros foram presos nos Estados Unidos acusados de liderar um esquema de fraude que lesou imigrantes, principalmente brasileiros, em mais de US$ 20 milhões. A empresa Legacy Imigra, localizada na Flórida, prometia soluções para a regularização migratória, mas, segundo as autoridades, operava como uma organização criminosa, utilizando manipulação, fraude e extorsão. Os presos, apontados como líderes do esquema, são Vagner Soares de Almeida, Juliana Colucci, Ronaldo Decampos e Lucas Filipe Trindade Silva. Eles foram acusados de organização criminosa, fraude, extorsão e exercício ilegal da advocacia. A investigação começou após denúncias de um advogado que relatou irregularidades na empresa. As vítimas, atraídas por redes sociais e indicações, eram persuadidas a pagar altas quantias por pedidos fraudulentos, com documentos retidos como forma de coerção. Sete vítimas colaboraram com a investigação, relatando perdas entre US$ 2,5 mil e US$ 26 mil. A polícia acredita que o número de vítimas pode chegar a centenas. A operação foi realizada pelo Gabinete do Xerife do Condado de Orange em conjunto com agentes federais de segurança interna e o gabinete do procurador-geral da Flórida. As autoridades destacaram que a empresa explorava pessoas com menos condições de se defender. O principal investigado também estaria em situação migratória irregular.