A agricultura familiar ibérica enfrenta desafios na sucessão, com a idade média dos agricultores ultrapassando 60 anos. O setor agroalimentar representa uma parte significativa da economia, mas a fragmentação das propriedades ameaça a continuidade. Tomás Roquette Tenreiro discute a necessidade de um modelo de 'endowment' para preservar o patrimônio, com foco na disciplina, continuidade e alinhamento entre propriedade e gestão. A agricultura familiar opera com uma lógica de longo prazo, valorizando a dimensão humana e territorial. A profissionalização é inevitável, mas deve reforçar a continuidade intergeracional. O conceito de endowment, com a preservação do capital ao longo de gerações, ganha relevância. A governança, a profissionalização e a separação entre propriedade e gestão são cruciais. As famílias agrícolas de sucesso devem ter políticas de investimento claras, com equilíbrio entre culturas, diversificação e integração vertical. A agricultura que perdura é uma forma de 'value investing', com foco na geração de fluxos ao longo do tempo. É necessário transformar a volatilidade em oportunidade, com visão de longo prazo. A agricultura familiar ibérica, bem estruturada, se aproximará de um modelo de endowment, com governança profissionalizada e regras claras de sucessão. A agricultura ibérica enfrenta um problema de arquitetura institucional e sucessória, e o objetivo é transformar o patrimônio agrícola familiar em um modelo
Agricultura Familiar Ibérica: Rumo a um Modelo de 'Endowment' para Preservar o Patrimônio
Análise sobre o futuro da agricultura familiar na Península Ibérica, com foco na sucessão, governação e a importância de um modelo de 'endowment' para garantir a perpetuidade do patrimônio.
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