Quem visitava a estátua do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte (CE), nas últimas décadas, conhecia Antônio do Rapé. Ele ficava sob o alpendre, vendendo seu rapé, um pó feito de folhas de tabaco com ervas e sementes. "Bom para sinusite, resfriado, dor de cabeça, constipação...", anunciava com seu megafone. Sua filha, Maria Nazaré Filha Rodrigues, explica que ele secava o fumo, pisava no pilão e peneirava. O rapé era guardado em um chifre de madeira. Antônio contava histórias e declamava poemas, sendo considerado um guardião das memórias. Sua rotina era a mesma, com ou sem procissão. Ele acordava cedo, tomava café e ia vender. Nascido em Alagoas, Antônio cresceu em uma família de sete irmãos e trabalhou em São Paulo antes de voltar para casa e conhecer Maria Nazaré, com quem teve 20 filhos. Após se encantar com a devoção ao Padre Cícero, mudou-se para o Ceará. Ele vendia de tudo um pouco, mas dedicou-se ao rapé que produzia com o fumo de seu estado natal por mais de 30 anos. Aos 87 anos, Antônio Cassimiro dos Santos morreu, deixando 14 filhos, mais de 60 netos e bisnetos.
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Esta matéria foi adaptada e reescrita pela equipe editorial do TudoAquiUSA
com base em reportagem publicada em
Folha
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