Há mais de 60 anos, Daniel Bell previu o fim das ideologias. Embora as ideologias persistam, dois partidos indianos surgiram sem uma base ideológica clara. Um já acabou, e o outro parece estar em seus momentos finais, enfraquecido por um golpe no Rajya Sabha. O primeiro foi o Janata, dos anos 70, uma colcha de retalhos de grupos políticos unidos com o objetivo de derrotar o Congresso, seu inimigo comum. Uma vez cumprido esse propósito, o partido se desfez. O segundo é o AAP, de Arvind Kejriwal. O AAP surgiu com a intenção de combater a corrupção, mas logo se tornou algo próximo de uma piada, como a sátira de Stephen Leacock em 1914, "A Grande Luta por um Governo Limpo". O partido pregava a moralidade, mas praticava uma política amoral. Ambos os partidos foram impulsionados por figuras messiânicas. O que foi uma tragédia com Jayaprakash Narayan nos anos 70, virou farsa com Anna Hazare nos anos 2010. A surpresa é que o AAP durou uma década e meia, venceu quatro eleições estaduais e ainda governa Punjab. O partido pode ressurgir, mas perdeu seu brilho. O principal erro foi a ausência de dois elementos cruciais: ideologia ou identidade. O AAP fez questão de não defender nenhum dos dois. Semelhante ao Janata, o AAP não teve pretensões de esquerda ou socialistas. Na dicotomia sociedade versus indivíduo, os esquerdistas tendem a favorecer a sociedade. A política do AAP era focada no indivíduo ou no cidadão, buscando soluções administrativas (não políticas)
AAP: A Ascensão e Queda de um Partido Sem Ideologia na Índia
Análise da ascensão meteórica do AAP na Índia, sua posterior estagnação e as lições sobre a importância da ideologia e identidade política.
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