O artigo evoca a paixão do autor por comboios, desde os de brincar até aos mais rápidos, e a sua tristeza pela diminuição das oportunidades de viajar de comboio devido à situação da ferrovia no país. O autor recorda a linha da Beira Baixa, que o acompanhou desde cedo, e lamenta o seu encerramento. O texto reflete sobre a impaciência com os atrasos nas obras ferroviárias, mas também sobre a capacidade de esquecer tudo ao embarcar numa viagem longa. O autor descreve a sua apreciação pela paisagem, pela chuva, e pela experiência de ler enquanto viaja de comboio. Destaca a beleza das estações, especialmente ao anoitecer, e a importância das linhas férreas como um caminho para o horizonte. O artigo é uma reflexão sobre o tempo, as viagens e a melancolia associada à espera nas estações.