A Record foi condenada em ação judicial por divulgar informações incorretas sobre a morte de um médico em um acidente aéreo. O profissional alegou que a notícia teve um impacto "imediato e devastador" em sua vida. Segundo as advogadas Fernanda Lins e Daniela Bastos, o médico foi surpreendido por inúmeras ligações de amigos, familiares e colegas de trabalho, que estavam desesperados ao acreditar que ele havia falecido no acidente. As advogadas argumentaram que a Record agiu com "negligência" ao não verificar as informações antes de publicá-las, causando um "constrangimento público imensurável" ao médico. Elas também destacaram que a emissora não corrigiu a reportagem, mesmo após saber do erro, exibida no Jornal da Record e no Fala Brasil. A Record se defendeu, afirmando que a associação equivocada da imagem do médico ao acidente não foi intencional e que o erro era de pouca gravidade. A emissora declarou que tomou as medidas necessárias para corrigir o equívoco assim que tomou conhecimento do fato e que a situação não passava de um "mero aborrecimento". O juiz Rodrigo Medina, porém, discordou, afirmando que o erro causou um constrangimento público e atingiu a dignidade pessoal do médico.