Uma pesquisa recente revela o impacto significativo do câncer de mama não apenas na vida pessoal, mas também no âmbito profissional das pacientes. O estudo aponta para prejuízos maiores entre as mulheres que recebem tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Suany Meireles, professora de educação física aposentada, precisou deixar o trabalho aos 41 anos após a doença se espalhar, relatando uma queda de quase 80% em sua renda. O oncologista Dácio Quadros Neto, do Hospital Moriah, explica que o tratamento exige consultas frequentes, exames e sessões de quimioterapia, o que dificulta a rotina profissional. O levantamento indica que 42% das pacientes atendidas pelo SUS enfrentam perdas na carreira que comprometem a qualidade de vida, enquanto na rede privada o índice é de 27%. A oncologista Andréa Morais Borges, da Unifesp, observa que mulheres do setor privado, em alguns casos, conseguem conciliar funções administrativas com o tratamento. Especialistas enfatizam a importância do diagnóstico precoce para minimizar os impactos na qualidade de vida e no futuro profissional das pacientes.