A proposta de lei para o retorno de estrangeiros em Portugal seguiu para debate parlamentar sem votação, com críticas da esquerda sobre o endurecimento das regras de asilo. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou que o objetivo é acelerar as expulsões e destacou a necessidade de uma "regulação humanista". A proposta foi aprovada com abstenção do PCP e BE. Diplomas sobre o mesmo tema foram discutidos, e um projeto de resolução que garantia a audição em tribunal de estrangeiros detidos na fronteira foi rejeitado. A lei de retorno mantém a proposta de detenção máxima de 360 dias, mas permite caução e outras garantias financeiras, além da entrega de documentos e instalação em centros temporários. O documento recebeu pareceres negativos de diversas organizações. A direita elogiou a alteração, enquanto a esquerda acusou o governo de ignorar pareceres negativos. O ministro Leitão Amaro defendeu a lei, afirmando que ela garante a dignidade e o respeito aos direitos, além de assegurar a ordem pública e o interesse das crianças. O Chega elogiou a iniciativa, enquanto a IL e o CDS também mostraram apoio. O PS questionou números sobre abusos no processo de asilo, e o BE acusou a proposta de violar a Convenção de Genebra.